Dúvidas sobre fertilização assistida

 

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1. Posso escolher o sexo do bebê?
Somente em situações especiais, como diante da possibilidade de transmissão de doenças determinadas pelo sexo. A hemofilia é uma delas. Nesse caso, é feita uma fertilização em laboratório e, depois, os especialistas transferem apenas um ou dois embriões normais. Os médicos não têm autorização do Conselho Federal de Medicina (CFM) para praticar, indiscriminadamente, a chamada sexagem, sob pena de sanções éticas.

2. Posso engravidar de gêmeos?
A gravidez de gêmeos é bastante comum nas técnicas de reprodução assistida. As chances de isso acontecer chegam a 25%. Ou seja, de cada quatro gestações com fertilização in vitro, uma é múltipla. Com a fertilização natural, a probabilidade é de 1%. Mas as novas normas médicas pretendem reverter essa estatística. Antigamente, transferia-se até quatro embriões para o útero da futura mamãe, mesmo em jovens. Hoje, mulheres de até 35 anos podem receber, no máximo, dois embriões. Mais do que isso, somente as mais velhas, menos férteis. Mulheres de 36 a 39 anos têm direito à transferência de três embriões e as acima de 40 anos podem receber quatro embriões. A gestação múltipla aumenta os riscos de hipertensão e diabetes na mãe e de nascimento prematuro dos filhos.

3. Quem é o responsável pela infertilidade do casal?
Meio a meio. O homem responde por 40% dos casos e a mulher também por 40%. Nos outros 20%, a infertilidade é conjugal, compartilhada por ambos.

4. Qual é a minha chance de engravidar na primeira tentativa?
Depende. Vários fatores podem influenciar o sucesso ou não de uma fecundação assistida. O principal deles é a idade. Mulheres mais novas têm mais chance de engravidar na primeira tentativa, com índices de 40 a 50%. Aos 40 anos, a probabilidade cai para 20% e continua declinando, conforme passa o tempo. Uma das maneiras de a mulher aumentar suas chances de engravidar é cuidar bem do corpo e da mente. Bebidas alcoólicas, cigarro, drogas, estresse excessivo e obesidade contribuem para a infertilidade. A primeira fase de um tratamento pode durar de quatro a cinco meses.

5. Vou conseguir engravidar com 100% de certeza?
Não, não há a garantia total, mas as técnicas evoluíram bastante nas últimas três décadas. Hoje, os especialistas em reprodução humana conseguem até injetar um espermatozoide dentro do óvulo (na verdade, do oócito). É a chamada ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides). Uma evolução dessa técnica, a Super ICSI, permite o aumento da visualização do espermatozoide acima de 6,5 mil, o que garante a escolha de um gameta morfologicamente mais propenso à fecundação.

6. A reprodução assistida engorda?
As técnicas de fecundação assistida preveem tratamento hormonal, que pode elevar a retenção de líquido. A ansiedade diante da situação também leva muitas mulheres a exagerar na comida, se preocupar mais com o filho e menos com o corpo. Há casos em que elas até perdem peso. Portanto, não existe regra. O ideal é que as futuras mamães ganhem entre 10 e 12 kg durante a gestação.

7. Existe um limite de idade para tentar a fertilização assistida?
A natureza é sábia. Ela preserva a fertilidade da mulher até idades em que a mãe ainda tem disposição física para tomar conta da prole. O pico de fertilidade da mulher se encerra, em média, aos 35 anos. Depois dessa idade, suas chances de engravidar começam a cair. É diferente do homem, que produz seus gametas a cada 70 dias e repete esse ciclo mesmo depois dos 65 anos. Já a mulher nasce com 400 a 500 mil óvulos e vai perdendo seus gametas conforme a idade avança. Com a aplicação de técnicas de reprodução assistida, mulheres de 45 anos ou mais conseguem engravidar, principalmente com o uso de óvulos doados. Mas a medicina tem limites.

8. A chance de meu filho nascer com problemas é maior?
Os especialistas em reprodução humana garantem que as chances de ter um filho com problemas de formação durante uma fecundação assistida não são maiores nem menores do que na reprodução natural.

9. Quanto custa o tratamento?
Seu custo varia em torno de 20.000,00. Com os medicamentos, os valores podem dobrar. Médicos especialistas em reprodução humana, embriologistas, urologistas, geneticistas e outros profissionais participam do processo de seleção e preparação de embriões capazes de gerar uma gravidez.

10. Qual é o método mais indicado?
A técnica mais eficaz ainda é a fertilização in vitro (ICSI). Por isso, ela é indicada em casos complexos de infertilidade. Mas a inseminação artificial e o coito programado podem ser suficientes para viabilizar a gravidez de muitos casais.

11. Qual é a chance de uma mulher ou um homem terem filhos após os 46 anos?
São poucos os casos de gestação relatados nesta fase da vida. A chance é muito pequena e é considerada excepcional após esta idade.

12. Como deve proceder um casal cuja mulher está acima dos 46 anos?
O primeiro passo é procurar um especialista em Reprodução Humana para se conscientizarem das chances da gestação e dos riscos envolvidos numa gravidez nesta idade.

13. Qual a chance de uma gravidez espontânea ocorrer após 46 anos?
Mínima. É muito comum pacientes contestarem essa possibilidade alegando que conhecem pessoas ou ouviram notícias de mulheres que engravidaram após essa idade. A chance é pequena, mas não impossível. É fundamental que o casal tenha consciência das restrições nessa fase da vida, assim evitarão ilusões que muitas vezes estão mais próximas de um milagre. Mas, nada é impossível.

14. Quais são os riscos de uma gestação após 46 anos?
Em primeiro lugar deve ser considerada a possibilidade de intercorrências clínicas de uma gestação nessa fase da vida, como: diabetes, hipertensão arterial, problemas de coluna etc. Depois, caso se consiga a gestação, com seus próprios óvulos (podem ser usados óvulos doados), sempre deverá ser avaliada a grande probabilidade de abortamento e malformação.

15. Caso uma mulher aos 46 anos de idade deseje ter filhos com seus próprios óvulos qual deverá ser o tratamento?
Após avaliação clínica e hormonal, o ideal é realizar a Fertilização In Vitro, que proporciona a maior chance de resultados positivos. Nesse tipo de procedimento os embriões provenientes da Fertilização In Vitro são avaliados e a qualidade dos óvulos também. As taxas de gravidez, nesses tratamentos e nessa idade são muito baixas, mas não impossíveis. O casal deve ter consciência disso.

16. Qual deverá ser a melhor alternativa para um casal cuja mulher tenha em torno de 45 anos de idade?
Do ponto de vista de resultados a melhor alternativa é a doação de óvulos. O casal deverá conhecer bem esse processo. É importante que sejam previamente avaliados psicologicamente para saber se estão preparados para esse procedimento.

17. Mas, se o óvulo é de uma outra mulher (doadora), isso significa que os genes desta criança não são da mãe receptora (mulher vai gerar o bebê)?
Exatamente. Os cromossomos deste bebê serão metade do marido da mulher receptora (que é a mulher que tem mais de 46 anos) e metade dos cromossomos da mulher doadora.

18. A receptora pode conhecer a mulher doadora?
Não, de forma alguma. No Brasil a ovodoação é um tratamento considerado ético, mas a doadora não poderá ser conhecida pelo casal. Muitos casais gostariam de ter os óvulos de alguém da sua própria família com a finalidade de manter a herança genética familiar, mas isto não é possível. É obrigatório o anonimato. É importante esse conhecimento pelo casal que vai receber óvulos doados para ter consciência que quem doou os óvulos jamais terá algum direito sobre seu filho.

19. Ate que idade uma mulher pode ter filhos com óvulos doados?
Não existe uma lei que determine a idade máxima. Mas, existe um consenso que 55 anos deva ser uma idade máxima. É evidente que algumas clínicas aceitam fazer tratamentos deste tipo em mulheres com mais idade, mas são poucas. Algumas vezes ouve-se notícias que mulheres entre 60 e 70 anos deram a luz. Este fato é tão raro que é noticiado pelos meios de comunicação no mundo.

20. Existe algum fundamento neste limite de idade?
Acredita-se que muitas mulheres após esta idade terão problemas clínicos importantes durante a gestação (diabetes, hipertensão etc) que podem colocar a própria vida da gestante em risco. Deve-se ponderar também o constrangimento da criança, quando chegar à adolescência e observar que sua mãe assemelha-se às avós de seus colegas. Uma vez que a ovodoação é um tratamento íntimo que normalmente é do conhecimento exclusivo do médico e do casal, acredita-se que esse tipo de mal-estar da criança deverá ser evitado. Não se deve esquecer que alunos do colegial (adolescência) já têm o conhecimento que na biologia da reprodução é impossível a gestação após os 60 anos.

21. As mulheres nesta idade têm sempre condições de ter uma gestação?
Nem sempre. Por isso, antes que se inicie o processo de Fertilização In Vitro deverão passar por uma avaliação ginecológica, clínica e cardiológica e fazer os seguintes exames.
Exames complementares para avaliação ginecológica:
• Ultrassom
• Histeroscopia
• Papanicolau
• Mamografia
• Exames de sangue – hormonais e de doenças infecciosas (HIV, Hepatite etc)
• Espermograma etc.
Exames complementares para avaliação clínica
• RX tórax
• Eletrocardiograma
• Exames de sangue em geral (glicemia, colesterol etc)
• Outros, se necessário
• Avaliação psicológica e emocional.

22. Como ocorre o processo de fertilização entre uma doadora e uma receptora?
O processo é de uma Fertilização In Vitro. A doadora deverá passar por um processo de indução da ovulação indicado para o Bebê de Proveta. Paralelamente a receptora recebe hormônios que preparam o endométrio para receber os embriões. Enquanto os óvulos se desenvolvem na doadora, o endométrio da receptora fica mais espesso a cada dia. Quando os óvulos da doadora forem aspirados, parte deles serão encaminhados para a receptora sendo fertilizados com o sêmen do próprio marido. A seguir os embriões são transferidos para cada uma das pacientes.

23. Quais são as regras para a ovodoação?
Basicamente são 3:
A doação nunca terá caráter lucrativo ou comercial. Não se vende óvulos (nem espermatozóides);
Os doadores não podem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa. Obrigatoriamente será mantido o sigilo e o anonimato. A legislação não permite doação entre familiares;
As clínicas especializadas mantêm de forma permanente um registro dos doadores, dados clínicos de caráter geral com as características fenotípicas (semelhança física), exames laboratoriais que comprovem sua saúde física e uma amostra celular. A escolha de doadores baseia-se na semelhança física, imunológica e na máxima compatibilidade entre doador e receptor (tipo sanguíneo etc).

24. Quem são as mulheres que podem doar óvulos?
As doadoras devem ter as seguintes características:
a) Menos do que 35 anos de idade;
b) Bom nível intelectual;
c) Histórico negativo de doenças genéticas transmissíveis;
d) Teste negativo para doenças infecciosas sexualmente transmissíveis (hepatite, sífilis, Aids etc) e tipagem sanguínea compatível com a receptora.

25. Qualquer mulher pode doar óvulos?
O importante é preencher os requisitos das perguntas 13 e 14 (deste capítulo). Qualquer mulher que preencha estes itens e seja desconhecida da receptora poderá doar óvulos. Entretanto, as principais fontes de doadoras são:

a) Mulheres férteis, que desejam submeter-se à ligadura tubária, poderão ser incentivadas a aceitar a estimulação ovariana e a doação dos óvulos.

b) Pacientes do programa de Fertilização In Vitro ou Inseminação Artificial com altas respostas ao estímulo ovariano, às vezes, desejam de forma voluntária e anônima doar parte dos óvulos obtidos. São pacientes que não desejam congelar embriões nem óvulos e temem demais uma gestação múltipla.

c) Óvulos congelados provenientes de mulheres submetidas à tratamentos de Fertilização in vitro que engravidaram e tiveram seu(s) filho(s). De alguma forma, o sucesso do tratamento já realizado indica uma boa qualidade destes óvulos. Estas pacientes, quando não desejam ter mais filhos, muitas vezes doam os óvulos excedentes. A chance de gravidez, nestes casos, está entre 50% a 55%. Vale ressaltar que a doação de óvulos é muito mais fácil de ser aceita pela paciente em relação à doação de embriões. Como a chance de gestação com óvulos congelados está cada vez mais próxima à de embriões congelados vale a pena o incentivo para o congelamento de óvulos para mulheres jovens que os produzem em grande quantidade.

d) Doação compartilhada. Nesse caso, a receptora pagaria parte dos custos da paciente, que tem indicação para bebê de proveta (doadora), mas não pode fazê-lo por motivos financeiros. Em troca a receptora recebe metade dos óvulos produzidos pela doadora. Dessa forma, estaremos ajudando duas mulheres e dando a elas o direito de ser mãe. Essa posição pode ser considerada eticamente controvertida, uma vez que a doadora está sendo beneficiada economicamente, embora não esteja recebendo dinheiro para isto.

e) Irmãs, familiares e outras que queiram ajudar a receptora podem ser doadoras desde que, façam uma doação cruzada, isto é, os óvulos do familiar de uma doadora serão doados para uma outra receptora que também terá uma familiar que doará para a primeira receptora “A” tem uma irmã que se chama “X” e a outra paciente receptora “B” tem uma irmã que se chama “Y”. Neste caso, a paciente “A” poderá receber óvulos da doadora “Y” e a receptora “B” poderá receber óvulos da doadora “X”. Desta maneira, será preservado o anonimato.

f) Doação por generosidade pura: É muito raro. Algumas mulheres de maneira altruística ou já beneficiadas por tratamentos anteriores de Fertilização in vitro, não desejando mais ter filhos e movidas por um sentimento de gratidão, se oferecem para doar seus óvulos sem qualquer benefício.

26. Existem outras razões para uma mulher receber óvulos de uma doadora?
• Ausência congênita ou retirada cirúrgica dos ovários.
• Doenças genéticas transmissíveis da mulher.
• Falhas repetidas de tratamentos de Fertilização In Vitro que aconteceram devido à má resposta ovariana ou a embriões de má qualidade.
• Menopausa precoce.

27. Após quanto tempo que parei o anticoncepcional engravido?
Depende, cada pessoa tem seu próprio metabolismo, pode demorar alguns meses ou não.

28. É verdade o que dizem sobre formato da barriga quando se esta grávida, que podemos dizer se o bebê é menino ou menina?
Não, isso faz parte de crença popular, não há nenhum estudo que comprove.

29. Quando é meu dia fértil?
O cálculo do dia fértil depende da duração do ciclo menstrual, exemplo: se seu ciclo é de 30 dias o dia fértil será 14 dias antes da sua próxima menstruação.

30. O que é Infertilidade?
A infertilidade é caracterizada após a tentativa, por até um ano, de alcançar a gravidez. Após este período de relações sexuais frequentes, sem a utilização de métodos contraceptivos, e sem confirmar gravidez pode haver algum problema. No caso de pacientes com algum diagnóstico que dificulte a gravidez ou idade avançada (40 anos ou mais), a procura pelo especialista deve ser imediata.

31. Quais as causas de infertilidade?
30% delas são devido a fatores femininos e outros 30% a fatores masculinos. Em alguns casos, ambos os parceiros podem apresentar algum fator que o/a torna infértil. Ainda existem casos que temos um quadro de infertilidade inexplicado.
Na mulher, as principais causas são: obstrução tubária, endometriose, anovulação, alterações uterinas e idade avançada (40 anos ou mais), sendo esta última a principal causa, já que a capacidade de engravidar espontaneamente diminui após os 35 anos.
No homem são: alterações que levam a retenção dos espermatozoides no testículo; alterações no sêmen como diminuição da concentração, baixa motilidade ou morfologia alterada dos espermatozoides e também a ausência total de espermatozoides.

32. Quando devo marcar uma consulta com o especialista?
O indicado é procurar um especialista após um ano de relações sexuais desprotegidas e sem resultado. Mas, caso você tenha uma idade avançada (40 anos ou mais), após seis meses de relações desprotegidas e sem gravidez confirmada, a indicação é imediata

33. Quais os exames necessários na primeira consulta?
Após uma minuciosa avaliação clínica e uma ultrassonografia pélvica, para avaliar cavidade uterina e ovários, os principais exames para a mulher são o Hormônio Antimülleriano (AMH), junto com a histerossalpingografia. Para o homem, a avaliação espermática (espermograma).
34. É importante o apoio psicológico durante o tratamento?
A saúde mental das pacientes é muito importante para o resultado do tratamento. Por isso, a paciente tem que ser acolhida não apenas pelo serviço de psicologia, mas também por toda a equipe médica, no decorrer de todas as etapas do tratamento.

35. A endometriose afeta a fertilidade?
A endometriose se caracteriza pela presença, na cavidade abdominal, do tecido que reveste internamente o útero. Este problema está presente em 35% das mulheres inférteis.
Pode afetar ovários, destruindo a reserva ovariana; trompas, causando obstrução bilateral; estruturas de sustentação; bexiga e intestino causando dor na relação sexual e no período menstrual.

36. O que é síndrome dos ovários policísticos?
É uma alteração endócrina que causa sinais e sintomas como irregularidade menstrual, pelos, acnes e gordura troncular, devido ao hiperandrogenismo.
Porém, nem todas as pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos necessariamente terão dificuldades para engravidar.

37. Mulheres sem parceiros podem realizar as técnicas de reprodução humana?
Toda mulher acima de 18 anos, após assinatura de um consentimento informado, pode recorrer a uma técnica de Reprodução Assistida. Entretanto, existe um limite de idade estipulado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que é de 50 anos para realização do tratamento.

38. Como os casais homoafetivos podem ser pais e mães?
Segundo a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) 2015/2015, todas as pessoas homoafetivas podem recorrer a uma Técnica de Reprodução Assistida para terem filhos.No caso de um casal feminino temos duas possibilidades de tratamento: Inseminação Artificial (IA) ou Fecundação in Vitro (FIV), com sêmen de doador, em uma das parceiras. Ou seja, ela participa com os óvulos e com o útero. Outra possibilidade é realizar uma Fecundação in Vitro, utilizando óvulos de uma parceira, fecundados com sêmen de doador, transferindo os embriões para o útero da outra parceira.

No caso de um casal masculino temos que realizar uma Fecundação in vitro, com o sêmen de um deles, óvulos doados por uma doadora anônima e os embriões, formados, transferidos para o útero de uma parente de algum dos dois, seguindo as normas do CFM: mãe, irmã, tia ou prima.

39. Como manter minha fertilidade?
Nas mulheres, congelando óvulos e tecido ovariano. No caso dos homens, espermatozoides. O congelamento impede a diminuição da taxa de gravidez, mesmo com o passar do tempo.

40. Tratamentos oncológicos afetam a fertilidade?
Alguns tratamentos oncológicos podem provocar a diminuição ou até a destruição completa das células germinativas: óvulos ou espermatozoides. Tudo depende da especificidade do caso.

41. O que devo fazer se tenho um câncer diagnosticado?
Você deve discutir com seu oncologista ou hematologista a possibilidade do tratamento escolhido alterar sua fertilidade. Em caso positivo, marque uma consulta com um especialista em Reprodução Assistida e se informe sobre a possibilidade de congelar gametas. Não deixe de tirar todas as suas dúvidas sobre preservação da fertilidade.

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